quarta-feira, 29 de junho de 2011

MATANDO A CURIOSIDADE


Caminhando pela praça
Próxima à minha casa
Fiquei a observar atentamente
A calma de uma mulher
Que tinha mais ou menos
A idade que tenho...
Observei com admiração
O carinho com que ela
Pegava nas folhas das árvores
Parecia que, com elas, conversava...
Com um sorriso estampado no rosto
Ela com as crianças brincava...
E fiquei a indagar:
De onde virá tanta calma
Daquela mulher?
De repente começou a chover
E eu continuei a observá-la
De mansinho ela acomodou-se
Com algumas crianças
Debaixo de uma frondosa árvore
Como sem querer querendo
Dela me aproximei e fitando-a
Bem nos olhos lhe indaguei
Estou aqui a admirar sua calma
E gostaria de conhecer a receita
Ela muito sorridente me respondeu:
“É que ando, de braços dados, com a felicidade”
Insistentemente perguntei:
E ela é uma constante em sua vida?
Ao que ela respondeu:
“Não, eu é que sou constante na vida dela”.
Matando minha curiosidade...
Concluí, que se permitirmos que a felicidade
Seja uma constante em nossas vidas
Nela a tristeza jamais terá guarida.


Nadja Ramalho

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