quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Teu Corpo No Meu


Vigorosamente tocas minha pele com teus dedos de veludo,
e o desejo entusiasmado pelo suor da espera,
transpassa cada milímitro do meu corpo, que arde, 
inflama, te queima nos beijos que gostas.
No deleite de nós dois, pairados no bailar da cadência
única, da velocidade certa, o balanço final explode
estremecendo o mundo, que fizemos nosso.
No calor dos teus braços, repouso colada,
extasiado, comes minha boca em um suspiro final.
No chão do quarto, nossas roupas jogadas,
como testemunhas vivas do amor cumprido.
Fecho os olhos para que o momento congele,
sorrio para ti com a certeza, 
que hoje voltaremos a amar.


Hari Trindade


AS CURVAS DA ESTRADA DO AMOR



Vejo seus olhos como duas uvas
E fico espiando suas curvas
Você subindo as escadas
Pra me esperar no andar de cima
Embora tu sejas minha prima
Tem as formas bem talhadas

Para atrair seus barnabés
Me ponho de joelhos à seus pés
Alias, faço tudo que você quiser
Pode de bater de chicote
Me assuma como escravo, me adote
Mas não posso te perder mulher

Quero viver no teu conforto
E usufruir desse corpo
Cada segundo de minha vida
Plantar-te-ei um jardim de flor
Em troca do teu amor
Minha dama preferida!


Nelson Ricardo


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Amor inteiro.



Fizeste-me acreditar
em coisas possíveis:
tenho saudades da vida
com avanço das noites
e prenúncio de dias
entre azuis do céu e do mar
com teus  beijos gulosos
e  desejo nos olhos
sem   amor inventado.
Saudades d´um amor inteiro
quando deixo-me  em ti
ao fazer-te lembrado...
Descobri que te amo!



Teresa Sá Carneiro


SILÊNCIO NA ALMA



Eu venho falar do amor...
De todos os belos amores
Daquele que chegou até mim
"Num silêncio ensurdecedor
Cujos sons são tão barulhentos"
Que enchem meu coração de amor
Eu venho falar...
Da melodia que soa na alma
Das flores que enfeitam a estrada
Do bálsamo que perfuma esta casa
Grande amor que entoa pensamentos
Vira saudade, no peito um lamento
Suporta vieses dessa longa distância
Mas, a ciência exata é a esperança
Eu venho falar...
Desse amor puro, "invasivo"
Vento silencioso, secreto abrigo
Raro amor, que me faz perder o juizo!



Esperança Vaz


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

VOANDO NAS ASAS DO AMOR



Para voar nas asas do amor,
é preciso senti-lo, seja como for...
É preciso saber levitar,
e nunca se olvidar
de usar a imaginação,
tornando mais leve seu coração...
Se apaixonados estamos,
ao lado de nosso amor voamos...
Em meio a nuvens de algodão,
melhor viveremos nossa paixão,
apreciaremos a vida lá do alto,
sem nenhum sobressalto,
pois o amor apenas inspira paz,
paz que a felicidade nos traz...
Venha querida, vamos voar lado a lado,
curtindo este amor pelos deuses abençoado...
Vamos sim, nos entregar ao sabor do vento,
de sair deste sonho, nem tento...
Nas asas do amor voando,
felicidade maior, nem imaginando...



Marcial Salaverry


ADORADO AMOR



Adorado amor, sonho de minha vida,
sim, porque em todo esse tempo
que aqui estou por esta lida,
sonhava um amor assim de alento!
Quando tomas-me nos teus braços
sinto como que a esvoaçar pelos céus,
mares, verdejantes planícies em abraços!
Os teus beijos, vida minha, são o mel
que sorvo ao sentir-te a língua suave
tocando-me por todo o corpo sob o véu
do pudor que retiras com delicadezas!
E me deixas nua, tremula sob teu céu
de desejos e num bailado de belezas
nos entregamos corpo e alma!
Te sinto meu senhor e meu menino
sendo , eu assim, a beleza e a calma
dos teus dias cansados e sozinhos!




Eugênia L.Gaio


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Imagino teus Lábios.



E na doce primavera contada,
Laços de flores, perdões de amor!
É donde teu coração suspira.
Libertando meus sonhos contigo.

De poucos te vejo em meus braços,
Este silêncio têm o vento tardio,
Dos meus prantos caídos na alvorada.
Enquanto imagino teus lábios.

Habitando os lençóis ao leito,
Transcrevendo as nossas paixões carnais;
Tornando teu corpo a minha fragrância.

Aos poucos temos pelos caminhos,
Julgando, os nossos corpos desnudos.
As promessas nas garras das alucinações.



Ednaldo Santos


AO SOM DESTE ROMANTICO BOLERO



Ao som deste romantico bolero,
abraçados dançamos e sonhamos...
Sonhamos que nos amamos,
que nos queremos, que nos desejamos...
E seguimos rodopiando,
mais e mais nos enlevando...
E assim... bolerando, sonhamos...
Lindos sonhos de amor,
transbordantes de fervor...
Sonho delirante,
onde nos amamos bastante...
Serão apenas sonhos sonhados...
Ou desejos apaixonados?
Sigamos bailando,
e nos apaixonando...
Nossos desejos realizando,
Nossos prazeres sentindo,
bailando sem parar,
e ao amor nos entregar,
como num sonho de amor,
cheio de um doce calor...
Despertamos felizes... risonhos,
após nossa linda noite de amor...
Um sonho sonhado... seja o que for...
Ao som deste bolero,
o corpo desperta satisfeito,
como despertando de um amor perfeito...
 


Marcial Salaverry

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Fonte de desejo


SONHO DE AMOR.


Percorro em pensamento,
De mãos dadas com o destino,
Os caminhos silenciosos,
Levado pelo sentimento,
De amores desditosos,
Neste sonho quase divino.

Eras a ternura quase perfeita!
Que enfeitavas o meu viver,
Nas tardes calmas sem fim...
Falavas de uma paixão já desfeita,
Com teu perfume de jasmim,
Envolvias todo o meu ser.

Ficavas nos meus braços de ternura,
Horas eternas de paixão e amor,
Tinhas o brilho das rosas,
Em teu rosto, toda a candura,
Das lindas donzelas formosas,
Delicada como uma linda flor.

Acabou o sonho e a primavera!
Com a partida das andorinhas,
Levaste contigo todas as ilusões,
Desse amor apenas quimera,
Desfeito em muitos serões,
Dessa paixão que não tinhas.

Acordo deste sonho quase real,
Como a chuva que cai no telhado,
Oiço ao longe o sino a despertar,
Tua fotografia sorri no pedestal,
Bons momentos a recordar,
O quanto, eu sonhava ser amado.


LuVito.



domingo, 18 de outubro de 2015

Paixão de uma noite


Ao deitar ao teu lado
Me senti inspirado
A tocar tua pele
Como pêssego maduro
Senti naquele quarto escuro
Teu corpo em minhas mãos
Ouvindo tua respiração ofegante
Entendi naquele instante
Que dividia comigo
O desejo sentido
Em todo meu corpo
O doce toque dos teus lábios
Contiam a maciez
Que por sua vez
Sem saber lhe explicar
Tirava me o ar
Nesse turbilhão de emoção
Ali sobre o tapete no chão
Chegamos ao céu
Quase já raiando o dia
Percebi que alegria chegava ao fim
Com a partida da noite
E o domínio do sol
Você partiria
Mas como peixe em anzol
Fiquei preso à você
Em meus pensamentos
Espero ancioso o momento
Que com o vento
Sentir o teu perfume
Entrar em minha alma
Sentimento esse
Que acelera o coração
Mas no fundo me acalma.
Ramos pimenta



DEIXA EU TE AMAR



Já era madrugada
E o dia vinha ao longe
Gritando o nosso nome
Quando ela sorriu
Suspirando desejos
No ultimo beijo
E me pediu
Que fosse embora.
Mas a preguiça,
Esse anjo adormecido
Entre nossas cobertas,
Enlaçou-me o corpo
Suplicando em arrepios
Que esperasse a aurora:
“É tão macia essa cama!
É tão quente o seu corpo!!
É tão frio lá fora!!!”.
Menina não faça assim,
Tenha dó de mim!
Como podes me pedir
Que eu me perca
Pela rua escura
Tão triste e sozinho
Se até mesmo a lua
Escondeu-se
Pelo caminho?
Escuta! Escuta!!
Deixa a natureza falar,
É o vento que ruge,
É a chuva que molha,
Deixa que o dia amanheça!
Deixa que o dia aconteça!!
Deixa eu te amar!!



Abner poeta


sábado, 17 de outubro de 2015

EXPLICANDO BEIJOS



Beijos não devem ser explicados,
devem apenas serem beijados...
Beijos quando apaixonados,
devem ser desfrutados,
jamais desprezados...
Beijos quando de amizade,
com certeza não tem maldade,
e na verdade, trazem só felicidade...
Beijos quando de amor,
dão à vida outra cor,
são beijos furta-cor...
Beijos quando de paixão,
aquecem o coração,
e certamente provocam tesão.
Beijos quando dados com sinceridade,
podem trazer terna e eterna felicidade...



Marcial Salaverry


PERFUME DE AMOR


Não te quero amar assim, não,
Como quem ama, sem o coração
Sentindo apenas essa saudade
Dominando minha vontade

Quero que saibas e sintas
(Não é preciso que mintas)
Que o amor que me faz viver
É mais que de um beijo, o prazer

É a expressão de minha alma
Um sentimento que me acalma
Não precisa da pele, o arrepiar
É amar... simplesmente amar!

Não é paixão que arvora
vivendo de emoções de agora
É um sentir doce e terno
Um bem-querer, assim, eterno

Quero amar-te sempre assim
mesmo que não ames a mim
Que eu seja apenas uma flor
Com meu perfume de amor!

Edla Princesa


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Lindo Encanto.


Amor que de meus olhos transborda;
Exala dos chãos aos céus infinitos,
Feito, asas dos anjos de luzes,
Lá, nas tensas luas, lhe procuro;

Nos abismos de perdões, eu a amo;
Verse borboleta, de cores tocantes,
Mergulhe neste meu passado contado,
Dentre a noite longa, aos seus encantos.

Não é conhecer, sou anteceder,
Nesta alma, um casulo, do destino!
Trinca, a seda, ó, perdição, Trinca!

Neste lindo encanto do teu corpo,
Por nascer, de um cântico, adormecido;
Serás, a Flor, do meu peito aclamante.


Ednaldo Santos


AMOR CLANDESTINO.



O tempo passa como gotas de orvalho na flor caída, 
Como passam as ilusões, os sonhos quando o sol se levanta.
Chorei na noite fria o amor de ontem sem teu aconchego,
Sem laços, sem traços, na solidão, desejos só não me adianta.

Dentro deste silencio tento apagar velhas lembranças,
De construções inacabadas da vida, juventude e carnavais,
Só não apago esta chama que me queima o peito,
Que fazem muito sentido nestes dias vazios invernais.

Poesias, canções é difícil definir o que me alcança a alma,
Incêndios idos, vividos, fagulhas, caso de outrora.
Expressões, diferentes pensamentos, alegria poderosa,
Pinceladas de paixão, misturas de inocência cor de rosa.

Eu ando assim amor, a suspirar, arquejante, excitação,
Sinto-te, mais uma vez na sede de quem esta amando,
Nesta espera alucinada, ansiada, coração em festa,
Vem clandestino! Amor infinito meu corpo esta chamando.



DOCE VAL. 


Poema aos homens constipados



Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer



António Lobo Antunes

               

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SEUS CACHOS DE AMOR



Noite bela um céu de luz
No silêncio o esplendor,
Minhas canções de amor
Vão pelas ondas do mar,
Na noite serena tu sonhas
Assim não me escutas,
E nas claras noites curtas
Só a lua vem me escutar.

Oh! Lua branca e formosa
E zelosa entra pela janela,
Vás despertar a minha bela
Para aliviar a minha dor,
Quero sentir os doces beijos
Suavizar as minhas queixas,
E enrolar-me nas madeixas
Dos seus cachos de amor.



João Nunes Ventura