domingo, 7 de fevereiro de 2010

O INDELÉVEL PODER DO AMOR


Chegou com a força da eclipse de ventos...
Invade e se aloja sem medo, sem permissão,
Se instala, toca, fere, assusta,
Enfraquece, entontece, alucina,
Se apossa, avassala e fascina,
Como a imensidão do Oceano...
Fecho os olhos e faço um prece...
Pois a cada dia que passa,
Essa demência pede urgência,
Me fez pura carência,
Estou doente de Amor!

(RACHEL KEKA)


Se no orvalho os teus lábios procurar,
Na sonoridade do vento em meu ouvido!
Numa sincronia de olhares,
No teu lábio ferido,
Hei de romper meus sinais de amor!
Nas centelhas que o corpo derrama,

Na impenetrável veste aventureira,
Ardem mil chamas de amor, e ama,
Meu farnel de loucura à tua beira!

Me enche de mel dos teus segredos,
No crepitar de camas macias
Na alveira, eu vejo o teu sereno...
Apalpitar no abraço e, nas retinas,
Dos olhos meus, os teus venenos,
A me matar de amor a cada dia!

(Gatodoce-Fernando
)

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