sexta-feira, 5 de agosto de 2011

DEVANEIOS


Cívilmente apaixonado,
coração de colibris e rosas
uma ponte entre o pré e o pós,
elos entrelaçados em cadeia,
atados por nós, só nós,
a mente viajando por coisas e cais,
por placebos e quintais,
refletindo o vermelho da alma,
aspergido de gotas grotescas,
um hiato entre o sub e o sobre,
submerso, sobreposto,
essas idéias vãs,
no afã de petrificar a inquietude,
personalizar a intimidade,
diante da veracidade
dos fatos e fotos,
lembranças de momentos bons.
Em estado de amor,
se entregou até sangrar,
melindrar o infinito,
vasculhar as entranhas,
varrer a poeira,
se contagiou de manhas,
destravou a cegueira,
graças ao amor latente,
seguiu publicamente
apaixonado.

[gustavo drummond]

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