quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Queria ser como o Vento


O vento sopra
em teus cabelos.
Eles flutuam no ar
com liberdade e beleza.

Queria ser o vento
para poder te tocar,
para poder te sentir,
sem te machucar
nem te ferir.

Queria ser o vento
para estar ao teu lado
e soprar do seu rosto
toda tristeza e mágoa.

E como mágica
fazê-la flutuar
deixar os problemas
e sonhar...

Sonhar sozinha,
e sentir o carinho
com que passo por você.

Mas quando vejo,
você foi embora
e o vento acabou.

Você foi embora
sem saber como é
sonhar um sonho verdadeiro.
Você foi sem saber
o que é voar em devaneio.

Você se foi... sozinha.

Para onde estava indo
com estes olhos de esmeralda
com estes lábios doces
e seus cabelos que desciam suas costas
e subiam novamente

Pareciam um enorme campo
que o vento acariciava
e por onde ele passava
uma marca ele deixava.

Marcas de carinho
que você não percebeu
que estavam em você.

Marcas de carinho
que o vento não deixa,
que o vento não faz.

Mas sim, marcas que fiz
em teu coração.

Marcas sem dor,
sem sentimento,
sem cor.

Como o vento...

Vento,
que contorna seu corpo
sem te ferir,
sem você sentir.

Feche os olhos.
E veja o vento;
ele chora sua falta.

Mas com você, o vento fica
em movimento.
Ele tira suas mágoas
e te faz sonhar.
Te leva longe,
Onde o vento não vai.

Mas por você, o vento vai
até parar de ventar.
Aí você volta,
e se esquece.

Das alegrias, das risadas
do carinho que o vento te fez.

Como queria ser o vento
para te fazer feliz
mesmo que por pouco tempo,
mesmo que você não se lembre
estarei sempre perto...

Estarei sempre perto.
Estarei no seu coração.
Fiz marcas nele que não doem
Mas que para sempre ficarão.

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