sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Amor Platônico


Guardo no sacrário da mente
um segredo num canto escondido:
um amor não-acontecido.

Fui pusilânime e ausente.
Não lutei. Por mais que o prezasse,
permiti que a vida o levasse.

Busco resposta condizente.
Sou cativa em meu interior,
em um coração sofredor.

O espelho, lamentavelmente,
reflete um rosto conturbado
com a lembrança do passado.

Uma réstia de luz ardente
aquece nesta noite fria
de solidão a melancolia.

Uma lágrima comovente
escorre a saudade impulsiva,
retida na alma compassiva.

Mardilê Friedrich Fabre






1 comentário:

cirlei disse...

muito bom.
Continuo te seguindo.
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