quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Viver e amar!
Amar! E que beije os seus lábios d´água...
Belo coração d´ouro - que brilhe a alma!
Seja o alvor eterno - só sente a calma
Seja só flor do amor, que chore a lua...
Os olhos seus são como a amante nua;
Os véus da flor que o seu rosto me acalma
Só perfume e lírio - só sente a palma!
Se têm a vida... Mas ama a alma sua!...
"Amo-te" é tão doce como os amores;
Contra os ódios tristes... Se vive o lado
Se é mais, que eu te adore. Se têm as flores.
Se têm a vida... Mas tenha o bom fado!
Sinto a sua alma... Se não vive as dores
Se é tão forte, que eu te ame. O amor amado.
Lucas Munhoz
ROSTO DE MULHER
Por onde andei eu procurei teu rosto
na multidão passando na avenida,
olhares me falaram de desgosto,
saudades me lembraram despedida.
Não encontrei, embora bem disposto,
aquela voz de amor, enternecida,
que me manteve, outrora, no meu posto
minorando as agruras desta vida.
A esperança renasce a cada aurora
e enquanto a vida se fizer presente,
a procura também se faz mister.
Meu coração cativo ainda chora
querendo eliminar a dor pungente,
- a ausência deste rosto de mulher!
Filemon F. Martins
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Fechei os Olhos
Fechei os olhos e olhei
Para trás,
Descontraí-me e voei
Na vida,
Concentrei-me e identifiquei
O que fui capaz
De tudo o que edifiquei
Nesta corrida.
Vi tantas coisas belas,
Vi decisões
Que de tão dolorosas
Nem me recordava delas,
Vi desilusões,
Revivi momentos de amor
Sincero,
Chorei horas de dor,
Daquelas que de tanto doer
Não as quero.
Reconheci velhas amizades
Que fui perdendo,
Relembrei amigos de outrora
Que perdi vida fora
Vi outros que foram nascendo.
Vi toda uma vida
Onde tão pouco construí.
Abri os olhos e vi
Que ainda há uma saída
Para fazer algo…
…por mim.
Francis Raposo Ferreira
Eu não consigo mais lutar contra este sentimento
Eu não consigo mais lutar contra este sentimento
E no entanto, tenho medo de deixá-lo fluir.
O que começou como uma amizade tornou-se mais forte.
Eu só queria ter a força para demonstrar isso.
E mesmo enquanto eu vagueio,Estou mantendo você à vista.
Você é uma vela ao vento, Numa fria e escura noite de inverno.
E estou me aproximando mais do que jamais pensei que poderia
E eu não consigo mais lutar contra este sentimento,
Eu esqueci pelo que comecei a lutar.
Está na hora de trazer este navio para a praia,
E jogar fora os remos.
Pois eu não consigo mais lutar contra este sentimento.
Minha vida tem sido como um vendaval desde que vi você,
Eu tenho corrido em círculos dentro de minha mente.
E sempre parece que estou seguindo você, garota.
Pois você me leva a lugares que sozinho eu ninca acharia.
E mesmo enquanto eu vagueio, mantendo você à vista.
Você é uma vela ao vento, numa fria e escura noite de inverno.
E estou me aproximando mais do que jamais pensei que poderia.
E eu não consigo mais lutar contra este sentimento,
Eu esqueci pelo que comecei a lutar.
Está na hora de trazer este navio para o porto,
jogar fora os remos, para sempre.
Porque eu não consigo mais lutar contra este sentimento,
Eu esqueci pelo que comecei a lutar.
E se eu tiver de rastejar no chão
Chegarei derrubando sua porta.
Baby, não consigo mais lutar contra este sentimento.
( Autor desconhecido )
domingo, 15 de maio de 2011
LEMBRANÇAS
Às vezes eu me sinto entristecido
provando a amarga dor da solidão
que a própria vida tem me oferecido
no suplício da tua ingratidão.
O meu olhar procura, comovido,
a luz do teu olhar na imensidão,
e nada vejo além, estou perdido,
nesta busca sem fim, sem solução.
Só vejo aquele sonho meu frustrado,
cabelos brancos, restos do passado,
e à frente a noite cai enegrecida...
Enfim, não há mais luz, nem esperanças,
somente dores, mágoas e lembranças
para a consolação da minha vida!
Filemon F. Martins
Longe de ti...
Posso sentir a beleza
dessas manhãs nascendo
delicadas, tímidas, silenciosas.
Por mim mesma, eu posso
apreciar esses efeitos
que a luz solar desperta
em toda natureza...
Não preciso de ti
para contemplar o dourado do Sol
entrando pelos vitrais
e invadindo, pouco a pouco
todos os cantos da sala.
Nem é preciso que estejas aqui
para que eu decifre os sinais
da recem-chegada Primavera...
Nem servirás de intérprete
para os bem-te-vis,chamando-me
da árvore bem ali em frente.
Sem ti,posso passar toda tarde
entretida em meus afazeres...
mas consciente dos perfumes
espalhando-se ao meu redor
e até das sementes inquietas
que se revolvem sob a terra.
Longe de ti, posso sentir
a brisa suave anunciando
que a noite já está chegando...
E não é preciso me chamares,lá fora,
pra ver o Sol indo-se embora.
Nem mesmo,quando a Lua prepara
sua mais bela performance
entre uma ciranda de estrelas..
Preciso emprestar teus olhos
Para que me ensines a ve-las.
No entanto...porque tu existes
é que esses meus sentidos aguçados
começaram a desvendar toda beleza.
E, se não estás aqui...
És,pela manhã, o Sol nascendo...
Durante o dia,o perfume da primavera
me envolvendo..
Ao anoitecer,és o beijo do Sol,
se despedindo.
E à noite...esse festival de luzes,
é tudo que preparaste em silêncio,
só pra mim...
Mareluz.
sábado, 14 de maio de 2011
O menino danado
Sou jovem! Essa mulher do impudor...
Cravados nas formas nuas os lados;
Tenho a amar a volúpia dos passados!
Sim, como elas são tão belas ao Amor.
Amo as donzelas nuas sem pudor;
Com que elas são tão queridas aos fados...
Olho-as a carne, como os sons vagados
Fostes o corpo nu que amais o ardor.
Fora o acoite que me dais a mulher,
Tenho a Dor íntima a vagar a boca...
Deita-me o gozo quente que és prazer.
Oh, senti-me a tua nudez a vê-la;
Amo, em mim hás de ser a vida louca
Decerto, que te adora a nudez dela.
Lucas Munhoz
DESPEDIDA
Vida que consome minha vida...
De ti só lembrança hão de restar.
Cairá no corpo inerte a escuridão.
Liberdade, alma no infinito a vagar.
Lírios nos campos, véu de noiva...
Suspira a relva no delicado toque
Da brisa molhada pelo sereno
Que fora da madrugada o orvalho.
Aos poucos, despeço-me da vida.
Pois sei que o ser não morre jamais
Vou ao encontro dos imortais....
Como pétalas caídas no inverno...
Sou renascença brilho de fina luz...
Criado no seio do sopro divino.
Baroneto.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A menina nua
Nua, ao ver-te o gole da sensualidade...
Se és um desejo do calor a olhar-te o colo...
Cravaste os seios d´água a delirar-te o solo;
Nos teus lábios beija-me a aura da maldade.
Que o ensejo vens seduzir-me o dia mui quente;
Sem traje a olhá-la os teus gozos da formosura,
Nas horas da sedução deu-me a roupa pura...
Que, à nudez sensual do corpo em noite ardente.
Que ao teu pêlo sem dor a ti que me seduzes...
Molha-me a ansiá-lo os teus desejos sem veste;
À fome virgem a amar-me a alcova sem peste.
Bela e nua, como a Vênus! Ama-me as luzes...
De encher a nudez da cor;
Unir a um seio da chuva
Ter o beijo amado em uva,
Ver a mulher do licor.
Molhar o seio formoso;
Sentir o beijo amoroso
Banhar o bico do amor.
Da mulher nua à pureza,
Arfa-te o corpo da alcova
Unir a um seio que mova;
Em seio à doce beleza...
Beijar o bico da amante,
Tocar o pêlo adoçante
Da mulher nua à leveza.
Lucas Munhoz
QUERO AMAR
Quero amar
Com todas as forças do meu querer ...
Quero sugar o néctar do amor
Como se fosse um beija-flor
Quero sentir teu corpo no meu
Quero entrelaçar, até, nossos pensamentos
Quero acreditar na sinceridade
De nossos sentimentos
Quero sair do armário
E gritar que nosso amor é demais ...
Quero beijar teus lábios
De olhos abertos para ver
O brilho das estrelas a nos saudar ...
Pouco importa o amanhã
Quero amar hoje
Quero te ter por inteiro
No completo do meu pensamento
Nadja Ramalho
quarta-feira, 11 de maio de 2011
NUNCA MAIS…
Nunca mais vou chorar. Minha memória
quer lembrar o caminho percorrido.
Quanto tempo passou, estou perdido,
nada fiz que mudasse a minha história.
Sonhos perdidos - minha trajetória
foi procurar o teu amor querido,
mas nunca fui por ti correspondido,
busquei em vão no amor a minha glória.
E segui pela vida, num suplício,
fiz penitência e muito sacrifício
para ter teu amor e teu carinho.
Nunca mais te esqueci. Confesso agora:
meu coração descrente ainda chora,
- nunca mais encontrei o meu caminho.
Filemon F. Martins
TERNURA
Procurei por você onde o vento sopra suave!
Sonhei encontrar seu amor, caminhei sozinho!
Não me bastava nenhum lugar...
Sua lembrança fazia o meu destino!
Via seu sorriso nas flores do campo...
Nos olhares vazios dos passarinhos,
Me veio a imagem do seu rosto...
Lindos traços para o meu carinho!
O meu corpo espera, anseia teu calor...
A madrugada ainda sonha tranqüila!
Olho o quarto vazio, escuro...
Espero, não sinto o tempo passar!
Ao amanhecer estou em silencio,
Vivendo a angústia do amor...
Nos sussurros que a brisa faz,
Acordo com a ternura do seu olhar!
Francisco dos Santos Filho
terça-feira, 10 de maio de 2011
Soneto à Reggina Moon
Chama-me o amante, que és meu grande amor...
Se o bom amigo, a amá-la o peito amado;
Sou jovem! Como o amigo a amar o lado,
Chama-me o amigo, que és o amor sem dor.
Sabes, que és minha bela amiga ao alvor!
Amo a tua feição, que ama o passado...
Chamo-me o Amor, se vais sentir-me o fado!
Se és minha mulher, quem sente o pudor?
Querida, que és mui doce e apaixonada...
Sim! Como o amigo amante sem maldade...
Beijo-te o cálix, que és minha alva amada.
Amiga, que vens o ardor da bondade...
Vejo-te a volúpia da alcova alçada;
Amor! Se és meu peito da lealdade...
Lucas Munhoz
MEU ERRO
Errei...
Pensei que deixando você
Seria melhor para nós dois
E que não fosse me abater
Não sabia que lhe deixar
Era sinônimo de lhe perder
Errei...
Quando acreditava
Que tudo entre nós era passageiro
Descobri, embora, tarde
Que você era o homem que eu amava
Errei...
Agora, não tenho como voltar atrás
Pois, voltar para mim, você já tinha dito
Jamais!
Errei...
Ao pensar que no mundo
Existia eu e você
Quando, na verdade, éramos nós
Nadja Ramalho
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