sábado, 16 de abril de 2011

AQUELE BEIJO ...


Aquele nosso beijo
parecia o primeiro,
tão devastador,
foi tão ávido
atrevido,
apaixonado,
intenso;
que penso
derramou
saliva, suor,
seiva em flor,
nectar de desejo.
Tão vasto,
se expandiu
por pastos,
se alastrou
pelo Sri Lanka,
todo mundo viu,
notíciou no jornal,
mais que beijo,
ativou o descontrole,
fenomenal,
abalou estruturas,
extinguiu o folêgo,
dois viajantes,
perdidos demais,
até hoje perdura,
nos sonhos casuais.


[gustavo drummond]

CONCHA E PÉROLA


Você cresce dentro do meu silêncio.

Torna-se gigante e raro dentro do meu peito,
ocupando o vazio que mora em mim.

Somos concha cúmplice de aconchego quente;
Metades que se completam.

Ando a vagar sem seu olhar,
fica perdido sem meu querer.

Ir e vir de apegos renovados,
vazio de solitárias pegadas já apagadas.

É tão leve o brilho que nos acolhe e nos une,
onde o meu sêr e o seu,não são,senão,
pura concha e pérola
unidas no fundo do oceano.

Rosy Moreira

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O BEIJA-FLOR


Levanto cedo e veja quem me espera,
um lindo beija-flor beijando a rosa.
Não pára de adejar, ai quem me dera
sugar também aquela flor mimosa.

Quantas flores o beija-flor paquera
e baila no ar buscando a flor ditosa
e se exibe num vôo que acelera
à procura da flor, a mais viçosa.

De flor em flor consegue seu intento,
mesmo voando em luta contra o vento
para beijar, feliz, mais uma flor.

Também o bardo – beija-flor certeiro,
de verso em verso vai buscar faceiro
dentro do peito uma canção de amor.

Filemon F. Martins

Soneto de amor


De tudo, ao meu coração ama a cantiga!
Quando nos sentimos o alarde sem ódio...
Ao seu grande poeta, ama o mar vadio!
Não te esqueças de mim, oh minha amiga.

Hei de amar-te o rigor à parte meiga;
Que ele encante o seu vento luzidio,
Ou eu te chore o seu firmamento sadio...
Se é bem perfeito, como a vida antiga.

Se és tão adorável, como a sedução
Ó noite! Que eu possa dizer o amor!...
Lambo o beijo ardente, apenas a ardência.

Se és minha amiga, pois vive a constância
Ó lágrima! Dou-te o ardor do coração...
Amo-te muito! Amiga, és meu alvor!...

Lucas Munhoz

quinta-feira, 14 de abril de 2011

...BASTA DAR UM PASSO...


...Basta dar um passo...
E encontrarás a curva
Onde nos desencontramos...
Fecharemos os olhos
E esqueceremos todo o passado
...Basta dar um passo...
E logo depois da curva
Abriremos os braços
E partiremos ao encontro
De um futuro só nosso
Onde não caberão tristezas
Nem saudades... Só felicidade
...Basta dar um passo...
E, assim, confirmaremos
O antigo ditado:
“Não podemos fazer um novo passado
Mas “podemos fazer um novo futuro”
Vem... Vamos recomeçar...
...Basta dar um passo...


Nadja Ramalho

PENUMBRA


Na penumbra da noite
quando tudo é silêncio,
só uma música suave quebra a rotina.
Você acorda refeita e quer mais,
os lençóis desfeitos,
a ânsia louca, o beijo na boca
e tudo recomeça...

O amor sugado gota a gota,
exaurido, suado, insaciável
de quem na cama sonha e ama...
Fascina-me teu corpo esbelto,
que me embriaga de desejo
no éden terrestre.
E as minhas mãos passeiam lentamente
por curvas belas, macias e sedutoras.
Estou no paraíso.
Acordo e vejo que a cama é grande,
mas estou sozinho.
- Teria sido um sonho?

Filemon F. Martins

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aprendiz

ABATE


Morro aos poucos,
quando o néctar da ausência
bebe minha alegria em grandes goles.

Morro aos poucos,
quando a hora é sua,a tarde plena;
minha só a negra espera,
ontem,hoje,sempre,ainda.

Morro aos poucos,
quando a mão aflita busca a mão de fechadura,
e o afago dói,sem o lábio encostado.

Morro aos poucos,
feito um estranho animal ainda vivo,
gemendo baixinho,sem susto ou sonho.

Marcado a ferro e fogo para o abate,
sem poder voltar atrás.

Rosy Moreira

A amiga sensual da paixão


Hão de amar-me a carne nua da delícia;
A amiga molhada, que morde o anseio...
Arrebata o bico! Estender o teu seio...
Hão de mexer-me a nudez da carícia...

O talhe ardente, que aninha a tua perna
Acarícia os teus seios, mexe o ventre...
Vira-te o vinho forte, e que sou mestre!
És uma menina nua, oh nudez eterna!...

Volta a perna molhada entre o desejo,
Sorri. Na alva feminina, à luxúria!
De pés molhados, à água da volúpia
Sem lingerie, sim. A nudez sem pejo.

És um gole da mulher, como o banho
As formas bem sensuais, sem pudor...
O dulçor do corpo íntimo, em calor
Nos teus joelhos ardentes ao ganho.
És a libido do corpo, é o meu vinho
És a gata atrevida, que ama o tesão.
Sem roupa, que és a nudez da sedução
Que seduz o fogo erótico, em ninho.
Solta o cabelo, molha a tua nudez
Encurva os doces seios, sem mudez...

Eis a matina d´água, molha o corpo
Ó forma lasciva! Amando a tua pimenta...
O batom vermelho, és a moda quente!...
Sorri, quando a tua luxúria nua senta!

Autor:Lucas Munhoz

terça-feira, 12 de abril de 2011

A esposa sensualista


Como és bonita, meu peito!
Desmancha a roupa sem pejo;
Nua, de pés ao corpo ardente
De alvor à alva entre o desejo.

A alcova do ardor - só o amor!
Beija-me! A amante entre o leito...
Cor dos lábios sobre o banho;
A aura virgem, sente o peito.

Só o laço deu-me às costas;
Eras a flor sem medo à vida
Sou casto! A aurora do sol...
Foi-se a flor da alma lânguida.

Canta a flor d´água vivida;
Que foste o meu amor à alma
Sem gozo! És tão doce à praia!
Ama-me o arrebol da calma.

Os véus sensuais sem morte,
Dou-te o céu no colo eterno
Sinto, és minha doce amante!
Quero-te o anseio bem terno.

Teu coração, doce vinho...
Acolhe-me o vergel d´água;
Eis-me a mulher sem pudor!
Lembra a ânsia vivida e nua.

Lá no fundo de um perfume;
Os doces versos são a flor...
Ama a saudade de um ninho,
Quero-te a flor! meu amor.

Como a mulher nua sem azo;
Sou ditoso! És minha amada...
Galopa o ardor do meu corpo,
Sem força! A nudez molhada.

Sou D.Juan! Eis-me o alento...
Ó veste atrevida! És minha...
Ó espádua nua! Dou-te o verso:
"Amo-te, és minha! Sem vinha..."

Lucas Munhoz

Saudade...


Brilho do amanhecer
Sol da aurora resplandecer
Sinto saudades

Emoçâo carinhosa
Receber uma rosa
Rosa beijada

As rosas percebem o amor
Em profundidade sentir
Rosas vemelhas
Rosas Amarelas azuis
Inspiraçâo d´alma
Mâos cheinhas de carinho
Suas pétalas
Sintomas de saudades
.
Acalorado ensejo
‘Rosas exàlam amor
.Beijos Abraços
Na intimidade do coraçâo
Tô com saudade!


CatharinaDirce

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Beijo ao despertar!


No meu cabelo despenteado acorda a tua mão,
De teus dedos delicados, tu removes os soluços,
Soluços da lua que fica a velar o meu sono,
Quando expansões escuras no teu casaco.

Os beijos do amanhecer, no veludo dos céus,
Posam em meus lábios a embriaguez do amor,
O amanhecer reflectiu no brilho de teus olhos;
Ó doçura de mel e sois dos meus dias.

Que desliza no meu rosto uma lágrima cor-de-rosa,
O veludo da tua mão recolhe o seu perfume,
Embalsame o ar do Tempo que, toma pose,
Pensa na carícia de um sussurro tão divino.

Enquanto pela manhã desabotoa a sua blusa,
Sonhos estrelados fechando as pálpebras,
E ofereço ao teu relance o desejo uma paisagem,
Que será sempre tua, hoje totalmente como ontem


Manuel Poète©

Quando vens para mim!


Quando vens para mim...
A felicidade me invade,
Porque o meu corpo então,
Se recorda da tua pele,
Meu coração treme de te amar,
Estou mediante dos teus beijos.

Quando vens para mim...
Parece-me bem entender,
Um suave romance ao fundo de mim,
A felicidade mistura-se à maravilhosa.
Dança das nossas lindas almas,
Antes de se transformarem,
Em doces correntes de amor,

Quando vens para mim...
Dás-me esta capacidade,
De reencontrar os sonhos mais loucos,
Para acolher o teu lindo amor...
Que excede tudo o que posso sonhar.

Quando vens para mim...
O teu sol tem a razão do frio de meu coração,
Momento precioso onde nossas almas,
Sentem-se morrer em elas próprias.
Tudo se derrete... E tudo se perde,
Mas lá onde estás... Ele está lá o AMOR.
Então quero-te Amar...


Manuel Poète©

domingo, 10 de abril de 2011

QUERO


Quero te amar sem preconceito
Deitar a cabeça em teu peito
Confessando a todo instante
Que tu és o meu amor perfeito

Quero te amar e ser amada
Fazer até o que Deus duvida
Porque pelo o teu amor
Entrego até minha própria vida

Quero te fazer delirar
Numa diabólica tentação
Me - infiltrar em tuas veias
Até chegar em teu coração

Quero beijar-te com ânsia louca
E neste mar de emoção
Vou até ferir tua boca
Na mais doce sedução

Quero neste desvario
Te - envolver com esmero
Porque te pertencer
É tudo o que eu mais quero


Autora Sônia Lopes

O AMOR DE VERDADE...


O amor ao chegar
Parece nos dizer,
Que sempre existiu,
Que eternamente existirá
Na nossa alma...
Que está arraigado,
Desde o nosso nascimento.
Daí sabermos enfim,
Que a pessoa amada,
A pessoa que a gente busca,
Para vivermos em aliança
Com muito fervor...
E, que permanecerá em nós.

"É a nossa alma gêmea”.

E essa alma que nos seduz...
Que nos fascina...
Que também nos induz...
A viver em harmonia...
Que está pronta a surgir
Nas nossas fantasias,
Nas palavras, nas trovas...
Nos versos, nas poesias,
Nos abraços, nos beijos,
Nos corpos entrelaçados,
Que mal serão notados
Ou até vividos...
Mas, que jamais permitirão.
Esquecer esse verdadeiro amor!


Tancredo Alves