quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Tardes de Outono
Eu te vejo entre os lírios da varanda,
Quando o frio destas tardes outonais,
Traz consigo revoadas de pardais
Com a imensa alegria que Deus manda.
Eu te sinto quando o cheiro da quitanda
Se espalha entre as cercas dos quintais,
E te escuto naquela que grita mais
Das crianças juntas a dançar ciranda.
Tardes mansas...mansas tardes de outono...
Quantas vezes eu coberto de abandono
Iludo-me em ver-te pelos caminhos.
Mas depois da ilusão de cada cena.
O destino implacável me condena,
A vagar pelo mundo dos sozinhos...
Jenario de Fatima.
... RETRATO EM LUAR ...
Meus olhos ficam neste parque,
minhas mãos no musgo dos muros,
para o que um dia vier buscar-me,
entre pensamentos futuros.
Não quero pronunciar teu nome,
que a voz é o apelido do vento,
e os graus da esfera me consomem
toda, no mais simples momento.
São mais duráveis a hera, as malvas,
que a minha face deste instante.
Mas posso deixá-la em palavras,
gravada num tempo constante.
Nunca tive os olhos tão claros
e o sorriso em tanta loucura.
Sinto-me toda igual às árvores:
solitária, perfeita e pura.
Aqui estão meus olhos nas flores,
meus braços ao longo dos ramos:
e, no vago rumor das fontes,
uma voz de amor que sonhamos.
(CECÍLIA MEIRELES) Pág.32
Do Livro:Retrato Natural - 1949
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
EU QUERO UM AMOR ASSIM
Eu quero um amor
que tenha os olhos brilhantes,
e que borde estrelas em meu olhar.
Que me sufoque com beijos ardentes
e que me faça juras de eterno amor!
Eu quero um amor
que corra juntinho na praia
e assista comigo ao por-do-sol.
Que adore contar estrelas e
me abrace sob a luz do luar!
Eu quero um amor
que saiba nadar e que me faça
ouvir sininhos ao me beijar.
que me leve pra comer pipoca na praça,
que escreva meu nome na areia da praia.
Eu quero um amor
que me desperte com serenata
que me pinte como La Maja Desnuda.
Eu quero um amor divertido que
saiba brincar e que goste de canta.
Eu quero um amor
que ande comigo de mãos dadas
que me declame poemas,
que me sussurre poesias,
que realize minhas fantasias.
Eu quero um amor
que dançe comigo na chuva
que me beije com loucura.
Que dormindo me afague,
que me ame todos os dias.
- Eu quero um amor assim!
©Verluci Almeida
PERMANEÇA
Fique sempre em minha vida,
Se é tão belo o nosso mundo,
Se é de lira a nossa casa,
Se, ao abrirmos as janelas,
Vem no vento a poesia.
Viva sempre em minha vida,
Se a penumbra prateada
Vem ornar o nosso quarto,
Tem o próprio tom da paz.
Seja eterna em minha vida,
Se é bonita a nossa rua
E se ouvimos vir de longe
O chorar de um violão.
Permaneça em minha vida,
Se na cama dos ardores,
Se nas mãos como de seda,
Nas palavras delicadas
O amor vem, fica a cantar.
Barão da Mata
domingo, 14 de novembro de 2010
NOSSOS OLHOS SE TOCAM....
E dentro dos seus olhos feitos de horizontes sem fim,
Mistérios florindo horda de risos
Existia uma visão serena de mim.
E a sua lavra de vento,
Fixando coisas enfim...
Sem pudor, em grunhidos,
O sol recreia seus olhos sem sombras...
E a euforia da tua pele,
Abre espaços na minha alma...
Essa é nossa história infinita...
De olhos nos olhos, de carícias leves como a brisa,
De sorrisos que se cuidavam...
Nos seus olhos entrei devagar,
E num código morse de silêncios...
Dissemos tudo que era preciso conversar...
A boca emudeceu lentamente... seca e árida,
apesar de afogada nas palavras, a voz se foi...
Restou apenas a máscara inerte, parada...
Nada exprimia...
Só os olhos luziam feito brasa,
Neles boiava ainda um vago apelo...
Uma eterna esperança...
Um mar de sonhos,
Que era água e também sal,
Na medida certa de uma lágrima...
Que brotavam dos meus olhos desorbitados,
Como se olhasse fixamente o sol,
Um olhar ansioso, mas sem angústia,
Apenas o reflexo de uma alma cheia de excessos,
Que fala através deles uma linguagem estranha e inaudível...
E no silêncio de um dos meus olhares,
Eu confessei que te amava...
E hoje eu tenho certeza,
Que os nossos olhos se tocam...
Emoções e Razões
Perdendo estações, pensando em amor.
As vezes penso...
Onde foi que me esqueci?
Onde esta meu pensamento?
Logo lembro, Estou aqui
Perdendo todo o meu tempo.
Perdendo tempo
Jogando idéias ao vento
Talvez nem ele queira esses meus pensamentos...
De amor, ou de paixão
Pensando nisso perco o Outono,
O inverno e o verão.
E a primavera?
Também já perdi
A minha espera
É pensar em ti.
Pensando em amor, eu perdi estações
Esquecendo do tempo
Pensando em nossos corações.
Se for pensando em você
Quero com o pensamento acabar
Quero meu tempo perder
Perdendo tempo a lhe amar.
Welington Santos
sábado, 13 de novembro de 2010
REVELAÇÕES DE UMA PAIXÃO
Você talvez nem imagine
Amor da minha vida
Qual o meu maior desejo
Minha maior vontade...
Você me esperando feliz
No cair de cada noite
Eu a chegar cansado
E tomar banho juntos
Depois jantarmos juntos
E sentarmos ao sofá
Assim bem quietinhos
No semi-escuro a amar
E quando cair o sono
Chamar-lhe para deitar
E novamente fazermos amor
Depois, um beijo demorado
E dormir em seus braços
E ter a certeza de acordar
Na mesma cama com você
Que vai cuida de mim...
Vai me levar de mãos dadas
Para passear nos parques
Entre as arvores das praças
Depois sentar num banco
Ficar olhando o céu
Ouvir o canto das aves
E voltar a nos amar...
GILSON G SANTOS
A GRANDEZA DESTE AMOR
Desde que chegaste à minha vida,
A grandeza desse amor
Agasalha minha alma...
Vejo teu olhar acariciante,
E teus lábios para mim sorrindo.
Carinho aberto que me acalma...
A noite chega, escurecendo o céu
No sussurrar da suave brisa.
Deito a cabeça em teu peito amigo.
Teu corpo forte e pele perfumada
Quais flores adormecidas no jardim,
Faz-me beijar-te a boca macia, orvalhada.
Brilha o céu, manto de luar estrelado.
Banha sereno, meu coração feliz, apaixonado...
Teu olhar é sol dourado, é minha ternura.
Estar contigo, é luz que ilumina meu dia...
Desde que chegaste à minha vida,
Trazendo luz e muita alegria.
Vitoria Moura
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Para Onde quer Que Eu Vá!
Para onde quer que eu vá,
sempre te amando,
em meus pensamentos
você estará!
Para onde quer que eu vá,
as lembranças se fazem presentes,
intensificando a sua presença
e o seu jeito de me amar!
Para onde quer que eu vá,
nas minhas noites e madrugadas
você sempre virá ficar!
Para onde quer que eu vá,
em meus versos e poemas
sempre irei te retratar!
Para onde quer que eu vá,
há sempre uma esperança
a me acompanhar,
que renova meus ideais,
revitaliza meus sonhos
e me propicia uma nova
e próspera fase em minha vida,
na qual você pra sempre estará!
Rainalva Vilanova
O BAR
No bar onde se apresentavam
Cantores de muita poesia,
Havia uma mulher que cantava
E um homem que não se iludia.
Havia um rapaz que sonhava
E uma mulher que sofria.
Alguém a vida adorava,
Alguém a morte pedia.
A música a alguns tocava,
A outros nada dizia.
Um grupo, feliz, dançava,
Um grupo mal se mexia.
Havia um que odiava
E outro que apenas bebia.
Um jovem casal se beijava,
Um outro se repelia.
Alguém, sozinho, chorava,
Um grupo de amigos sorria.
Um revoltado, inflamado, bradava,
Um indiferente mal o ouvia.
Um bêbado a língua enrolava,
Um sóbrio apenas sorria.
Diversas emoções se notavam,
Belas canções se seguiam.
Havia também a apatia,
E a noite apenas seguia.
Barão da Mata
Lenda de S. Martinho
Segundo reza a lenda, num dia frio e tempestuoso de Outono, um soldado romano, de nome Martinho, percorria o seu caminho montado no seu cavalo, quando deparou com um mendigo cheio de fome e frio. O soldado, conhecido pela sua generosidade, tirou a sua capa e com a espada cortou-a ao meio, cobrindo o mendigo com uma das partes. Mais adiante, encontrou outro pobre homem cheio de frio e ofereceu-lhe a outra metade. Sem capa, Martinho continuou a sua viagem ao frio e ao vento quando, de repente, como por milagre, o céu se abriu, afastando a tempestade. Os raios de sol começaram a aquecer a terra e o bom tempo prolongou-se por cerca de três dias. Desde essa altura, todos os anos, por volta do dia 11 de Novembro, surgem esses dias de calor, a que se passou a chamar "Verão de S. Martinho".
Lenda de S. Martinho. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-11-11].
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
HÁ SILÊNCIOS NO AMOR
Quando perco os meus olhos
E pouco vejo além de ti, o vento
Sopra tão mansinho, a vida parece
Tão mais breve, tão mais calada.
Procuro sonhos para te encontrar
Em palavras não ditas, em poemas
Escritos nas costas da noite e fecho
As mãos para segurar o meu coração.
Tudo dissolve, as estrelas mergulham
No mar, a delicadeza desmaia, pouco
Sobrevive: nem as metáforas, nem os
Santos. Há tantos silêncios no amor.
E quando nada mais me resta, nem
Mesmo a dor, nem mesmo a dúvida,
Apago meus passos, refaço o caminho,
Ando de trás para frente, sem pressa.
Erro consoantes, desfaço vogais, risco
Bordados, faço mapas astrais, reinvento
Uma outra verdade, busco o que perdi
De mim e que se foi com a felicidade.
E ainda assim, não encontro nada de
Mim, nada daquilo que solidifiquei
Com o ar. Abro a janela e ouço
O mar respirar e ouço as flores.
Dentro da paisagem atroz, nada
Vejo....Choro o prazer pela metade
E os inalcançáveis castelos tão longe
De mim e tão perto da eternidade.
Karla Bardanza
QUE SAUDADES DE VOCê...DE NÓS...
Saudade da tua boca quando me beija
Das tuas mãos quando me tocam
Da tua lingua quando percorre meu corpo
Dos teus lábios quando me domam
Saudade do seu corpo quando me aquece
Dos teus braços quandome abraçam
Saudade de nossos corpos juntos
Das tuas pernas quando me enlaçam
Saudade do seu gemido quando me deseja
Saudade dos suspiros quando se larga
Do seu rebolado quando me peleja
Do teu ventre quando me aguarda
Saudade do corpo que eu vi
Dos momentos que não esqueci
Saudades da mulher que eu senti
Saudades de tudo que eu vi em ti
Marcos Noyami
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