segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SONHO DE AMOR.


Percorro em pensamento,
De mãos dadas com o destino,
Os caminhos silenciosos,
Levado pelo sentimento,
De amores desditosos,
Neste sonho quase divino.

Eras a ternura quase perfeita!
Que enfeitavas o meu viver,
Nas tardes calmas sem fim...
Falavas de uma paixão já desfeita,
Com teu perfume de jasmim,
Envolvias todo o meu ser.

Ficavas nos meus braços de ternura,
Horas eternas de paixão e amor,
Tinhas o brilho das rosas,
Em teu rosto, toda a candura,
Das lindas donzelas formosas,
Delicada como uma linda flor.

Acabou o sonho e a primavera!
Com a partida das andorinhas,
Levaste contigo todas as ilusões,
Desse amor apenas quimera,
Desfeito em muitos serões,
Dessa paixão que não tinhas.

Acordo deste sonho quase real,
Como a chuva que cai no telhado,
Oiço ao longe o sino a despertar,
Tua fotografia sorri no pedestal,
Bons momentos a recordar,
O quanto, eu sonhava ser amado.


LuVito.



domingo, 18 de outubro de 2015

Paixão de uma noite


Ao deitar ao teu lado
Me senti inspirado
A tocar tua pele
Como pêssego maduro
Senti naquele quarto escuro
Teu corpo em minhas mãos
Ouvindo tua respiração ofegante
Entendi naquele instante
Que dividia comigo
O desejo sentido
Em todo meu corpo
O doce toque dos teus lábios
Contiam a maciez
Que por sua vez
Sem saber lhe explicar
Tirava me o ar
Nesse turbilhão de emoção
Ali sobre o tapete no chão
Chegamos ao céu
Quase já raiando o dia
Percebi que alegria chegava ao fim
Com a partida da noite
E o domínio do sol
Você partiria
Mas como peixe em anzol
Fiquei preso à você
Em meus pensamentos
Espero ancioso o momento
Que com o vento
Sentir o teu perfume
Entrar em minha alma
Sentimento esse
Que acelera o coração
Mas no fundo me acalma.
Ramos pimenta



DEIXA EU TE AMAR



Já era madrugada
E o dia vinha ao longe
Gritando o nosso nome
Quando ela sorriu
Suspirando desejos
No ultimo beijo
E me pediu
Que fosse embora.
Mas a preguiça,
Esse anjo adormecido
Entre nossas cobertas,
Enlaçou-me o corpo
Suplicando em arrepios
Que esperasse a aurora:
“É tão macia essa cama!
É tão quente o seu corpo!!
É tão frio lá fora!!!”.
Menina não faça assim,
Tenha dó de mim!
Como podes me pedir
Que eu me perca
Pela rua escura
Tão triste e sozinho
Se até mesmo a lua
Escondeu-se
Pelo caminho?
Escuta! Escuta!!
Deixa a natureza falar,
É o vento que ruge,
É a chuva que molha,
Deixa que o dia amanheça!
Deixa que o dia aconteça!!
Deixa eu te amar!!



Abner poeta


sábado, 17 de outubro de 2015

EXPLICANDO BEIJOS



Beijos não devem ser explicados,
devem apenas serem beijados...
Beijos quando apaixonados,
devem ser desfrutados,
jamais desprezados...
Beijos quando de amizade,
com certeza não tem maldade,
e na verdade, trazem só felicidade...
Beijos quando de amor,
dão à vida outra cor,
são beijos furta-cor...
Beijos quando de paixão,
aquecem o coração,
e certamente provocam tesão.
Beijos quando dados com sinceridade,
podem trazer terna e eterna felicidade...



Marcial Salaverry


PERFUME DE AMOR


Não te quero amar assim, não,
Como quem ama, sem o coração
Sentindo apenas essa saudade
Dominando minha vontade

Quero que saibas e sintas
(Não é preciso que mintas)
Que o amor que me faz viver
É mais que de um beijo, o prazer

É a expressão de minha alma
Um sentimento que me acalma
Não precisa da pele, o arrepiar
É amar... simplesmente amar!

Não é paixão que arvora
vivendo de emoções de agora
É um sentir doce e terno
Um bem-querer, assim, eterno

Quero amar-te sempre assim
mesmo que não ames a mim
Que eu seja apenas uma flor
Com meu perfume de amor!

Edla Princesa


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Lindo Encanto.


Amor que de meus olhos transborda;
Exala dos chãos aos céus infinitos,
Feito, asas dos anjos de luzes,
Lá, nas tensas luas, lhe procuro;

Nos abismos de perdões, eu a amo;
Verse borboleta, de cores tocantes,
Mergulhe neste meu passado contado,
Dentre a noite longa, aos seus encantos.

Não é conhecer, sou anteceder,
Nesta alma, um casulo, do destino!
Trinca, a seda, ó, perdição, Trinca!

Neste lindo encanto do teu corpo,
Por nascer, de um cântico, adormecido;
Serás, a Flor, do meu peito aclamante.


Ednaldo Santos


AMOR CLANDESTINO.



O tempo passa como gotas de orvalho na flor caída, 
Como passam as ilusões, os sonhos quando o sol se levanta.
Chorei na noite fria o amor de ontem sem teu aconchego,
Sem laços, sem traços, na solidão, desejos só não me adianta.

Dentro deste silencio tento apagar velhas lembranças,
De construções inacabadas da vida, juventude e carnavais,
Só não apago esta chama que me queima o peito,
Que fazem muito sentido nestes dias vazios invernais.

Poesias, canções é difícil definir o que me alcança a alma,
Incêndios idos, vividos, fagulhas, caso de outrora.
Expressões, diferentes pensamentos, alegria poderosa,
Pinceladas de paixão, misturas de inocência cor de rosa.

Eu ando assim amor, a suspirar, arquejante, excitação,
Sinto-te, mais uma vez na sede de quem esta amando,
Nesta espera alucinada, ansiada, coração em festa,
Vem clandestino! Amor infinito meu corpo esta chamando.



DOCE VAL. 


Poema aos homens constipados



Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer



António Lobo Antunes

               

quarta-feira, 8 de julho de 2015

SEUS CACHOS DE AMOR



Noite bela um céu de luz
No silêncio o esplendor,
Minhas canções de amor
Vão pelas ondas do mar,
Na noite serena tu sonhas
Assim não me escutas,
E nas claras noites curtas
Só a lua vem me escutar.

Oh! Lua branca e formosa
E zelosa entra pela janela,
Vás despertar a minha bela
Para aliviar a minha dor,
Quero sentir os doces beijos
Suavizar as minhas queixas,
E enrolar-me nas madeixas
Dos seus cachos de amor.



João Nunes Ventura


AMAR DE VERDADE É...



Sempre querer algo mais...
Querer ser dono dos pensamentos...
Não querer que haja lamentos...
Querer dar muita felicidade...
Não querer que se sofra alguma maldade...
Querer sempre receber amor,
e querer que seja com calor...
Assim como, seu amor saber doar,
para quem de verdade amar...
Querer o corpo amado sentir,
e não querer ve-lo fugir...
Saber amar e saber ser amado,
saber perdoar e ser perdoado...
Querer sempre a presença terna,
e que seja uma presença eterna...



Marcial Salaverry


terça-feira, 7 de julho de 2015

DEPENDENTE DO TEU AMOR



feito uma dose bem forte...
eu tomei você
te inserir em meu corpo
uma overdose de prazer...
por isso me viciei
e de você eu quero cada vez mais
doses cada vez mais fortes...
porém, nunca me satisfaz

não sei se serei capaz de me libertar de ti
me livrar de tanta fissura e obsessão
tu és uma droga deliciosa... pura tentação
de todas que já usei , você é a que mais vicia
das crises de abstinência a tua é que dói mais

feito uma dose bem forte...
eu tomei você
te inserir em meu corpo
uma overdose de prazer...
agora tornou-se impossível
viver sem ti...
porque já me encontro dependente
do teu amor.



HELIOS TAN


VIVENDO UM AMOR AUTENTICO



O amor vivido com a alma,
um amor autentico,
não é um amor sujeito
a convenções ditadas pelo homem...
Pode ser livremente vivido,
sem que as almas estejam em pecado...
Pode ser um amor platonico,
pode ser um amor virtual,
ou apenas no pensamento,
nos sonhos, sem lamento...
Para sentir felicidade,
deve ser vivido com sinceridade,
sem maldade na alma, nem no corpo...
Ainda que seja vivido
num desejo etericamente existido...



Marcial Salaverry


segunda-feira, 6 de julho de 2015

ENAMORADOS


Unindo a noite ao mar
Numa dessa enluaradas
O trovador a sonhar
Prossegue na madrugada
Admirando com o luar...
Une violão e serenata
E docemente a cantar
Vai ninar a sua amada.

E ela enamorada
Ao ouvir o seu cantar
Sente-se mais apaixonada
Sem saber o que falar.
Embevecida desperta
No meio da madrugada,
Abre um pouco da janela
E sonha então acordada...


Isabelle Mara


Distâncias