sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O RAIAR DO DIA


Na fascinação da vida
O que me encanta
É o renovar do dia
Al-vo-re-cer
Cantos da aurora
Pura poesia
Pois em amor
Estamos a renascer
Vens Tu
Da noite orvalhado ainda
Fazer-me feliz
Saciar-me a sede
Em cada canto do Eu
A condensar-me a vida
Embriagando-me
.......de Ti.

M.Lurdés Souza


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Um ....Sonho.


Um sonho ...sedução
Sensação feliz
Em busca de um castelo
De quimera
Sonho de primavera...verâo
Lindo jardim avistava
Revoar de pássaros
Nos ramos ao sol
Serena brisa
Te oferecia uma rosa
Vislumbrei tua imagem
No aroma das flores
Que me excitava
Desabrochar no jardim
No céu iluminado de estrelas
A brilhar transmitiam amor
Um frio sentia...
Nesse instante abraçavas-me
Com teu corpo
Sentia teu calor
Aquecido no aconchego
Do teu peito vibrante
Caricias de amor

CatharinaDirce

ARDENTE PAIXÃO…


Quando nos teus braços sou acarinhado...
Nos teus beijos, amor irás encontrar.
Desnudando meu coração apaixonado
Alucinado eu sinto todo teu amar.

Eu te amar, te quero com calor gostoso.
Libertando-me todos desejos contidos
És atrevida, tem um jeitinho malicioso...
Que faz ouvir estremecimentos e gemidos.

Quero fazer amor ardentemente
Saciando todas minhas fantasias
Beija-me com furor desvairadamente
Deixando marcas das tuas ousadias.

Assim sendo sou prisioneiro dos teus carinhos
Minh’ alma ligada a ti, clama por paixão;
Quero essa chama quando estamos agarradinhos
Que teu corpo expele como lava de vulcão.

Tancredo Alves

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SONETO DO AMOR


Minha vida sem ti não tem porvir
qual noite sem estrelas, sem luar,
um barco sem destino a sucumbir
à espera de socorro em alto mar.

Para fazer meu coração sorrir
basta que eu veja a luz do teu olhar,
e sinta o teu perfume a seduzir
e o sol uma vez mais a iluminar.

Se não estás aqui, fico inquieto,
vejo-me só, magoado e sem afeto,
a vida fica amarga e sem sentido.

Mas quando voltas, meu amor, sorrindo,
o mundo se transforma e fica lindo
e até o meu jardim fica florido.

Filemon F. Martins

Amor...Natureza


A Natureza sua Beleza
Uma semente lançada
Brota ramos de ouro
Vida sentimento alma
Divino elo de amor
Em cada dia admirar
A chuva límpida
.. Perfeita que cai do céu
Na alegria do sol aquece alma
No murmurio
do canto de um riacho
Nascer da aurora
Na beleza das árvores
Chilrear da avezinhas
As flores silvestres
A natureza fala alto
Grita Amor!!!
Assim é o amor...
Amor á natureza
Amar o Amor!

CatharinaDirce

domingo, 5 de dezembro de 2010

Na brisa da manhâ !


Nessa linda manhã fiz
Um verso de amor
Ele veio do coração
Transformou-se em pensamento

Na brisa da manhâ
Ouvir o canto dos pássaros
Uma linda canção

Encanta alma coraçâo.
Suspirar da manhâ
Na emoção da canção
Numa poesia de amor pensei
Em oferecer versos puros

Irradiam sorriso do céu
Estrelas brilham ...
No firmamento.
Na emoção que aquece

No brilho do olhar
Sentir o calor no amanhecer
Despertando um beijo
Sabor natural da manhâ.
Meu verso de Amor
Ofertei !

CatharinaDirce

O tempo curou o amor


Tudo passa...
O tempo leva a vida,
E a vida te levou.
De mim te afastou,
E eu delirei,
Em lágrimas me afoguei.
E tu? Tu fugiste com o amor.

O tempo cicatrizou as feridas,
Abertas, quando me abandonaste.
Esperei por palavras de despedidas
E justificativas. Por que não voltaste?

Não imaginas o sofrimento que vivi.
O tempo curou minha paixão por ti.
Minh´alma agonizou em dor
Até encontrar um outro amor.

Mardilê Friedrich Fabre

EMBARAÇO


Te amo, a arte de amar
Os encantos desse mundo.
Vivendo a vida e sonhando
Num certo mistério mudo.

Te gosto, gostando do belo,
E de teu jeito, displicente.
Lisonjeiro e carinhoso,
Cativa a alma “da gente”.

E num misto de mistério e sonho
Não me deixo amor, amar...
Busco o abrigo das estrelas,
Do céu, da Terra, do mar.

Num desalento profundo
Deixo seguir pela vida
Meus anseios... alegrias...
E alguma tristeza escondida.

À deriva, me embaraço
Nos grandes braços do amor,
Nas teias de funesta paixão,
Nos laços fortes da dor

Vanda de Freitas Bezerra
(11.12.1984)

sábado, 4 de dezembro de 2010

SUBMISSA


faço-me toda sonho
diante de seu querer
rendo-me ao seu fascínio
das fantasias imaginadas
daquele suspirar
do fechar os olhos
e exalar carícias
daquele torpor
da sua lembrança tão viva
do meu primeiro amor
faço-me toda mulher
diante do seu olhar
e na sua boca carinhosa
meus seios intumescem e se arrepiam
na ternura de nossas mãos
meu corpo se umedece
e nossos gestos - confidenciam-se
não me importa agora o meu desejo
esmaga sua boca no meu beijo
e realiza o seu - nesse momento!
sou sua infinitamente sua
vem e me ama do jeito que queres
quero agonizá-lo em prazeres
misturar-me no suor de sua pele
serpentear meu corpo em seus braços
e na tontura entre o real e irreal
esgazear-me em desejos
nesse seu olhar que tanto me atiça
segreda em meus ouvidos
seus comandos
e os obedecerei

um
.
.
a
.
.
um
.
.

solícita
sôfrega
submissa



Mary Fioratti

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A DEUSA DAS SENSAÇÕES


Sussurra o vento por entre...
As floridas copas das arvores!
Noites de luz primaveras de luar.
Sussurra aos ouvidos palavras,
Palavras de amor e paixão!

Por uma pequenina fresta da janela,
Entra um delicado clarão do luar!
Vêm-se roupas em todos os cantos...
Corpos ardentes no suor das sensações!

Suspiros de prazer anseio de paixões
Vividos intensamente a todo momentos
Explode em devaneios os corações
Bocas frenéticas buscam ardentes beijos!

Acariciando o corpo de formosa mulher...
Deposita o hálito em cada parte como se fora
A delicadeza da fina pétala de vermelha rosa...
A explodir em larvas de incandescente amor!

Abandonam-se nas curvas e delicados contornos
Desenhados pela sábia mão da natureza!
Não há nada mais sublime, harmonioso e delicado.
Que esta rara jóia lapidada pelo ourives do universo!

Desejo, como desejo e peço a Deus.
Poder dar o meu ultimo suspiro...
Envolvido pelo suave calor dos braços teus!

Thomaz Barone Neto

FACES DO AMOR


Sentimento sorrateiro, fascinante!
Traz as faces do demônio colorido
De um lado, o amor inebriante
Do outro, sofrimento incontido!

Como pode adocicar a alma da gente
Colocando em cada espaço tanto mel?
E ao mesmo tempo mostrar a outra face,
Do amor amargo que tem sabor de fel?

De um lado, a voz sensata da razão
Do outro lado, grita alto a insensatez
O cérebro não controla o coração
E lentamente, se perde a lucidez.

O amor faz sofrer... Faz chorar ...
Duas faces antagônicas
formando um único sentimento:
AMOR
como é difícil amar!...

vanda de freitas bezerra
(31.08.84)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

COISAS DE AMOR


É noite calma. A lua está brilhando,
namorados passeiam pela rua,
enquanto aqui a sós fico sonhando,
- como dói no meu peito a ausência tua.

Quisera, nesta noite, estar amando
tranquilo a contemplar a luz da lua
e seguirmos, unidos, procurando
novos sonhos, que a vida continua...

Meu coração, porém, desconfiado,
parece reviver triste passado,
- não acredita mais nesta emoção.

Se a vida não perdeu o encantamento
desse sonho de amor, desse momento,
- coisas de amor não têm explicação.


Filemon F. Martins

EU TE AMEI...


Eu te amei...
Com a loucura dos sábios,
Com a debilidade dos imbecis...
Sobre o túmulo de meus anseios,
Chorei pela primeira vez...

Eu te amei...
Com o desespero dos fracos
Com o silêncio dos mudos
Com o lirismo dos poetas
Com a angústia dos tristes
Com a violência dos fortes
Com a a força da paixão;
Com a loucura dos sábios
Com a debilidade dos imbecis...

Com simplicidade e ternura
Eu te amei...

Vanda de Freitas Bezerra

Amor...poesia,!


Voz da alma e coraçâo
Inspirar a vida poesia
Floresce profundidade
Sintonia de minha alma
Luz à brilhar
A primavera descansa
Sorrio feliz
Chega o verâo suas flores
Harmoniosas cheirosas
Encanta embeleza
Vida renasce corpos ansiosos
Estação aquece alma
Na verdade do coraçâo
Num manancial do prazer
D ‘agua sedenta correr
Beijos doce e felicidade
Inspiração calor suores
Das mâos
As flores nascem belas
Numa sinfonia de verão
Na voz da alma e coraçâo

CathainaDirce

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A MULHER QUE EU AMO...


Uma mulher sincera, carinhosa,
Sedutora está me amando.
Se eu me fosse talvez
Ela sentisse o desalento
Como um arbusto frágil
Que não pode ouvir o vento
Tão inconstante tardio e doce...
Numa tarde em flor
Essa mulher que me ama
Chama-me
E também ama em silêncio.
O seu amor vence tudo
Vence até a maldosa saudade
É vitoriosa,
E, traz felicidade...
A mulher que me ama
Não é falsa, nem mentirosa,
Não tem maldade
Tudo que ela fala é real
É uma mulher divina
Quando fala do seu amor
O seu olhar me ilumina...

***

Tancredo Alves