terça-feira, 8 de junho de 2010

BEIJO ROUBADO


De todos os beijos
de amor que te dei,
os que sinto mais falta
foram aqueles que não dei.

São os beijos esquecidos,
os que foram reprimidos,
e entre nós ficaram perdidos,
mesmo alguns que até tentei.

Na verdade nunca os contei,
nem importa quantos foram
ou quantos que não te dei.

Mas, um beijo ficou marcado,
de certo, o primeiro,
o único que te roubei.

Sanio Aguiar Morgado

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Guardei-te num verso


Guardei-te num verso de saudade.
Era pra ser por pouco tempo...
Talvez um quarto de lua,
talvez uma noite de inverno.

Guardei-te com tantas minúcias
embrulhado em beijos de amor
com o cheiro de toda volúpia
que exalava de ti...

E o verso agora se estende,
não sei se poema ou fragmento
duma’lma pálida
feito entardecer sem sol poente...

E o verso turva meus olhos.
Era pra ser por pouco tempo...
Mas as lágrimas não foram embora.

(Sirlei L. Passolongo)

SEM VOCÊ...


Tu não sabes o quanto de ti sinto falta,
Ao deixar-me nesse vale da escuridão,
Até as flores que antes aqui floriam,
Hoje só restam os espinhos no vale da solidão.

Minha vida de luz se transformou,
Num manto negro que a alma envolve,
Por falta do teu carinho e amor,
A minha mente confusa revolve.

Tu és o brilho que preciso sentir,
É a força que conduz o meu viver,
Tu és do amor a semente que plantaste,
Nesse coraçãozinho que vive por te querer.

Não sei o que será de mim,
Se um dia esse amor morrer,
Tu és a chama da paixão,
E a razão do meu viver.

Alvimar – O Poeta Mineiro...

domingo, 6 de junho de 2010

MEDOS E SEGREDOS


A hora calada de cada dia
Faz-me ainda mais calada
Por agonia
Olho-me no todo
E me pergunto
Por que não me deixo solta
Um só segundo
Os sentimentos à flor da pele
Eu previno
Tento amar sem receios
E me reprimo
Encontro do medo
E um coração amargurado
Amo em segredo
Pobre coração apaixonado!

Claudete Silveira

AMOR QUE TERIA SIDO


E o tempo retrincava em atro assanho...
Sibilava no suingue dum blues
Um refrão de tonar tamanho,
Na solidão que eu mesmo me pus

Tua mão inda digitava a porta
Batom da boca ao dedo, ao batente
Carmesim que tua mancha me recorda...
Depois de ti não mais passou gente

A cadeira que embalou teu costado
Sobrevive pertinazmente retorta
Do mesmo jeito que terias gostado
Pena que isto não mais te importa...

O ar revolvido evola-se descontente
Perfumado dum amor que teria sido
Tivesse sublimado esse amor diferente
Certo! Ainda estou um tanto perdido...

Na solidão que eu mesmo me pus,
Um refrão de tonar tamanho
Sibila no suingue deste blues
E o tempo retrinca em atro assanho...

Gê Muniz

sábado, 5 de junho de 2010

Metade - Oswaldo Montenegro

PERFUME DO AMOR


O perfume do amor,
é um odor característico,
totalmente atípico...
Somente exalado,
num ato de amor apaixonado...
Com seu perfume,
o amor excita,
o amor irrita,
o amor embriaga,
o amor mexe com os sentidos,
por seu odor pressentido...
Deixa-nos completa
e totalmente perdidos...
E nessa privação,
entregamos o coração...
Apaixonados...
Pelo amor, embriagados,
por seu aroma dominados...

Marcial Salaverry

RECORDO-ME DE TI, AINDA...


Recordo-me de ti, ainda...
E quando assim o faço
Mui pouca coisa importa

Os pés da tarde traçam tuas formas
A cada vergão doirado que se debate
Em minha saudosa janela...

Das centelhas divago por tua cabeleira
Empertigada de retos fios afogueados;
Os vidros lampejam contornos de teus mamilos
Dos quais faíscam os leves bicos rosados

Cintila nas minhas íris teu clareado sorriso...
Resgato em pouquíssimos segundos
Os relâmpagos de nossa história fiteira
A lembrar-me obscurecido, infecundo
O tanto de tua luz que me era preciso
Para pôr-me ao claro pela vida inteira...

Gê Muniz

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Nossas vidas são duas paralelas...


Nossas vidas são duas paralelas...
Sem contato algum, nem mesmo um só beijo,
a equidistância quebra que existe entre elas,
por mais forte que seja o mútuo almejo.

Caminhamos assim, nunca afastados,
somente gestinhos ou troca de olhar;
Nem mais distantes nem mais achegados,
num amor sem porvir, sem que lembrar.

Dizem que é firme e certa a matemática:
Por mais que se prolonguem paralelas,
nunca se encontrarão..

Mas no infinito
se fundem numa simples todas elas.
Essa tese para mim é problemática,
em absoluto nela não acredito:

Quanto mais nos quedamos namorados,
eu te querendo e tu me desejando,
a morte há de manter-nos separadinhos..

(FREDERICO TROTTA)

NAS CORES DO MEU CORAÇÃO.


Dentro do meu coração
Há cores em harmonia
Há belezas e amores
Sorrisos e nostalgia.

Há encantos, há saudades
Há chegadas e partida
Há sonhos, realidade
Há tristezas e há vida.

Há todo um azul de céu
A refletir nesse mar
Há ondas que em acalento
Vêm o meu sono embalar.

Há o vermelho da paixão
Pulsando dentro de mim
Em dias de tanto encanto
Em noites que não têm fim.

Há o verde da esperança
De mudar a realidade
Há o negror da solidão
E há o lilás da saudade.

Há o rosa da alegria
Que tanta beleza me traz
E há o branco, que domina
Fazendo meu coração pulsar em paz.

( Maricell )

quinta-feira, 3 de junho de 2010

VENHA PARA MEUS BRAÇOS


Depois do amor,
vem um doce langor...
Em meus braços,
venha adormecer,
após o amor viver...
Entre beijos e abraços,
permaneça entre meus braços,
para mais carinhos receber,
e assim para a vida renascer...
Com toda a certeza,
a vida é uma beleza...
Sem medo de errar,
pode-se afirmar
que melhor que o amor,
apenas... mais amor...

Marcial Salaverry

SEM QUERER QUERENDO


Sem querer querendo
Fomos nos aproximando...
Fomos nos envolvendo com olhares sedutores...
Fomos ocupando o mesmo espaço em nossos sonhos...
Fomos sentindo vontade de ficarmos juntos...
Fomos invadindo nossa privacidade...
Sem querer querendo
Fomos nos descobrindo...
Fomos aparecendo nos mesmos lugares...
Fomos descobrindo que nossos gostos eram iguais...
Fomos aprendendo a compartilhar os mesmos sentimentos...
Fomos percebendo que éramos almas gêmeas...
Sem querer querendo
Fomos aproximando nossas mãos...
Fomos roçando nossos corpos um no outro...
Fomos descobrindo o quanto nos amávamos
Fomos alcançando a plenitude de nós dois...
Fomos aumentando nosso querer...
Sem querer querendo
Não sabemos mais viver sem nos ter!


Nadja Ramalho

BEIJOS ESPALHADOS


Quero teu corpo beijar...
pela boca começar,
e depois continuar...
pelo pescoço, um ligeiro passear...
nos seios...demorar...mordiscar...
quando no umbigo chegar,
começar a voltear...
principias a delirar...
Então, vou a boca baixar...
e em teu sexo pousar,
até pedires para parar...
depois começo a voltar...
e...quando em teus lábis chegar,
a doce idéia de tudo recomeçar,
pois nem sempre é bom parar...
e se quiseres continuar,
não vamos a hora olhar...
prosseguindo neste louco amar.

Marcial Salaverry

terça-feira, 1 de junho de 2010

Luar...


Nova, crescente,
cheia, minguante...
Em todas as fases
escura ou brilhante

Venho toda noite teus
desejos despertar...
Quero-te a me observar
e em sonhos divagar.

Revele-me tuas fantasias,
tuas loucas manias...
Faca-me os pedidos mais estranhos
aqueles sem tamanho.

Deixe o luar te seduzir
Quero teu amor conduzir...
Chore e sorria se quiser,
viva nesta noite tudo que puder.


Iza Mota

Silêncio do coração


Um coração que ama...
Um coração em silêncio...
Minha alma que transborda...
Há tanto amor dentro de mim...
Meu coração que pergunta...
Porque o silêncio te incomoda...
E como um labirinto...
Perdido no nada em meio de tudo...
Amo em silêncio...
Uma realidade que não existe...
Por que este sonho persiste?
Está paixão que insiste...
Sem nenhuma ambição...
Esta paixão se transforma...
Em fragmentos de amor.


Soninha Poetisa