sexta-feira, 7 de maio de 2010

O BEIJO QUE NUNCA RECEBI


O beijo terno, tão carinhoso que eu quero
Nos dias especiais que me deixam na paz
São os dias mais felizes que a semana faz
Teus beijos, queridos beijos que eu espero

Amo-te como ninguém o ama tanto assim
És um relicário, fonte deste ousado prazer
Minha alegria, meu mundo e o meu viver
Tudo que ainda há de bom dentro de mim

Como Edelweiss entre as altas montanhas
A flor rara dos Alpes, a impossível paixão
São teus beijos para meu sofrido coração
Obtidos entre dores das relações profanas

Como posso então ousar algum dia esperar
Com o gosto de uma manhã, o doce beijo
Raro perfume de Edelweiss, o meu desejo
Um primeiro beijo, o beijo de o teu acordar

Renate Emanuele

PERDI...


Nesta busca percorri os vales do descaso,
suplantei as dores vindas da humilhação,
tornei-me tão rastejante que senti o gosto da própria terra...

Em busca de teu calor aproximei-me do sol;
e ele era gelado perto da lembrança que tenho de tua pele.
Na busca de teus lábios fui em busca da lua;
e ela não tinha o sabor do amor que advinha de teus beijos.
Em busca dos teus olhos joguei-me nos oceanos;
e, nem mesmo eles, tinham a dimensão da força de teu olhar...

Agora solitário
a percorrer caminhos estranhos
lanço-me em meio ao acaso sem saber o que me espera,
Quanto mais te busco,
mais a lágrima da saudade me cobra tua ausência,
Por mais que fuja de ti teu cheiro está entre meus lençóis
e, neles, lanço-me para poder sentir-te...

Ah!...Como sobreviver?
Como continuar a trilhar este caminho imposto pela senhora vida
se agora me sinto zumbi de meus pecados?
Ah...Como corroi esta ausência de tuas mãos,
das tardes em que trocávamos confidências
da comunhão de corpos, da entrega de nossas almas?...

Agora vem a senhora verdade -
impiedosa - mostra-me que te Perdi,
Como a sentença de minha própria morte
a levar-me nos braços da Solidão...

Paulo Nunes Junior

quinta-feira, 6 de maio de 2010

“LOUCURAS DE AMOR COM VOCÊ”


Não percebemos o amanhecer.
A madrugada foi de horas incontáveis, Incalculáveis,
Outra vez amanheceu e era outra vez madrugada.
Esparramados ao divã, nos descansava,
Sem se importarmos, o amor compensava.
As horas não contadas que o prazer ofereceu.
Os corpos de suor molhados, encostados, estendidos,
Do êxtase relaxávamos de tudo que havíamos sentido.

Ingerimos das taças o vinho,
Brindamos todos os momentos vividos,
Seguidos naquele ninho de prazer e paixão.
Do amor sem limite, um convite, repetir a emoção.
Refazer energia numa parte do dia,
a madrugada voltar e novamente amar.
Saciarmos o desejado delírio do sentimento contido,
Imbuídos ficarmos, não parar e só de amor nos alimentar.
Não deixar que a razão atrapalhe, nenhum só instante
E o senso em nossas mentes nada possa impedir
De fazer fluir em nossas veias esse amor selvagem,
E nessas loucuras de imagens, somente, nosso amor existir.

Luiz Santos

PÁSSARO PRESO




Faça de mim aquilo que quiseres,
Sacie tua carne, teus desejos.
Tua intenção, seja qual lá tiveres,
Minha hora é submissa a teus ensejos.
.
Mas por favor, aquilo que me deres,
Não diga a teus amores andarejos.
Não tens idéia o quanto me feres,
Quando contas ao mundo dos meus beijos...
.
De ti já quis me livrar, fugir, porém,
Ao ver as ilusões que a liberdade tem
Somente uma certeza enfim obtive;
.
É que sou qual uma ave de gaiola
Que ao soltar-se, vai ao céu, voa, decola,
Mas fora da prisão não sobrevive.

Jenário de Fátima

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Soneto de fidelidade


De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
que mesmo em face de maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor(que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure

Vinicius de Moraes

Espera do Amor na Tarde


Como esperei-te á sombra do arvoredo,
como quis ouvir-te a voz...ah, meu olhar
como as aves cativas quis tanto contar-te
os segredos do coração, falar-te de amor.

Na tarde ensolarada chorei tua falta, sofri
tua ausência, no meu semblante, sombra
magoada de quem vive em silêncio, atroz
desatino e desencanto de amor, cruel dor.

Perdi teu olhar límpido de duas estrelinhas lindas,
fizeram-me apaixonar por ti, depois, entever
desilusões infindas. Vivo hoje neste martírio
a derramar lágrimas, meu pranto é de solidão.

Ah, queria tanto ver-te na tarde solar, afastar
a mágoa do meu rosto sentindo suas mãos
em minhas faces, seus lábios nos meus lábios,
depois, matar o bárbaro desgosto do coração.

(Marta Peres)

terça-feira, 4 de maio de 2010

*_ SÓ VOCÊ ME COMPLETA...


Posso ser canção, você coração...
ser uma rima você é verso...
Ser a noite você é o dia...
Somos dois compassos diferentes
em mesma sintonia
Somos estruturas que se movem se
completando...
Posso ser a maré...você a ventania...
Eu a balança e você a quantidade...
Ser o o tempo você o relogio
Céu de azul profundo em noite de lua
cheia...

Somos choro disfardos de alegrias...

Serei a boca e você o beijo...
Você é a beira do abismo eu sou o
abismo...
Você pode ser o frio, eu o
calor...
Sou riacho que corre manso...
você é agua do meu remanso
Se você é o que eu não fui sou o
que não és...

Enfim...

Você é a palavra eu sou a poesia...
Eu sou o poeta e você sem duvida
minha inspiração !


CavaleiroTarso

ALMA GÊMEA DA MINHA!


Tantas vezes tentei entender o coração,
Leva-me por caminhos desconhecidos!
Por onde eu passo, vivo a procurar por ti.
Tento disfarçar, calar, mas tu onde estás?

Procuro-te por caminhos inexplorados,
Em todos os lugares eu não a encontro.
Busco delirantemente, mas tu não estás!
Alma gêmea acabe com o desencontro?

Não há nada mais difícil do que viver sem ti,
Sofrendo a espera de em breve te ver chegar.
O frio do meu corpo pergunta por ti, onde estás?
Meu querer te quer aqui para poder te amar!

Meu grande e inesquecível amor!
Tu és música para a minha alma,
És vinho doce em taça de cristal,
És sonho suave eterno e sem fim.

Alma gêmea da minha por onde andas agora?
Quando irá trazer paz ao meu ser tão cansado?
Vem para mim, sossegue esta alma que chora!

Daez Savó

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lembranças


Quantas ...Quantas noites mal dormidas,
Vendo o deslizar das horas mortas,
Vagamos por imagens absortas
No silêncio da casa adormecida.

Quantas as lembranças produzidas,
Que tomam de assalto o vão das portas
E erguem um retrato em linhas tortas
Daquilo o que foram nossas vidas.

E neste emaranhado sempre tem
A dor d'uma lágrima sentida
Que recorda-nos a face de alguém.

Alguém, por quem a alma chora e sonha
E o abraço ao travesseiro é a saída
...Mesmo que as vezes lhe encharque a fronha!


Jenário de Fátima

Enamorar-se...


A seta cruza o peito
Infectando-o com o veneno do amor
Agora todas as luas são cheias
Novas num crescente de beleza
O tempo perde o sentido, enlouquece
Quando tudo vira saudade
Nada importa mais
A paixão cobra todos os preços
Lágrimas, sorrisos e liberdade
Pagamos sem reclamar
Com o júbilo do naufrago resgatado

Todos os tons são azuis
Nuvens são liteiras carregando ninfas
Olhos deitam sobre o crepúsculo
Como a procurar o próprio destino
A vida é uma carruagem
Puxada por borboletas douradas
Ostentosa, radiante, magicamente bela
Findam-se todos os invernos
E a primavera brota em flores e pássaros
Onde o sol passeia com a brisa
Acariciando-nos a face

Bocas cheias de palavras
Calam-se esvaziadas em beijos
Enquanto a alma descansa
Aconchegada em outro peito
Tomada pela inexplicável
Alegria dos amantes
Porque amar é...
... Escrever um poema para Deus

(AlexSimas)

Para ser amor


Para ser amor teria que ser perto
teria que ser viável e possível
teria que ser no tempo certo
Para ser amor teria que haver
canções de sincero querer
e tempo para conviver
Para ser amor teria que ter
o sentido dentro de abraços
como sonho solto no espaço
Para ser amor teria que poder
realizar a paixão de um dia
no verso de uma poesia
Para ser amor haveria calma
dentro de um corpo inquieto
nas corredeiras da alma
Para ser amor seria preciso
entrar no túnel do tempo
e sentir apenas esse amor
Amor sem medo desta dor
que olha o olho da ilusão
depois que finda a solidão

Graça Ribeiro

domingo, 2 de maio de 2010

SABER SENTIR E VIVER O AMOR


Se meu amor querias,
nada me dizias...
Se me desejavas,
porque não te entregavas?
Olhava-te simplesmente,
desejava-te ardentemente...
Mas teu olhar fugia,
pensei que não me queria...
Lancei-te doces olhares...
Não via reciprocidade,
pensei não me amares...
E assim, por timidez,
ou por medo talvez,
deixamos a felicidade escapar,
não nos sabendo amar...
Mas, sabendo agora,
chamo-te...
venha sem demora...
Uma vida cheia de amor nos espera...
Embarquemos nessa doce viagem...

Marcial Salaverry

O MEU CORAÇÃO GRITOU O SEU NOME


O meu coração hoje gritou o seu nome
E a saudade novamente aflorou em mim
Lembranças daqueles lindos momentos que vivemos juntos
E hoje são apenas flashes de felicidade...

É um amor que o tempo não destrói
Uma dor que a solidão constrói
Mas no fundo existe uma leve esperança
De um dia as nossas vidas novamente se cruzarem.

Queria ligar para você
E ouvir a sua doce voz
Mas o orgulho não deixa
E a saudade o meu coração corrói...


Zany Lopes

sábado, 1 de maio de 2010

AH! AMOR VENHA PRA MIM...


Ah! Amor. Venha pra mim...
Eu estou te esperando...
Estou desesperado por ti.
Venha quero te abraçar...
Quero te beijar...
Sou um apaixonado e esse amor
Não tem mais fim.
Ah! Amor. Venha pra mim...
Eu quero te amar...
Eu quero te desejar
Quero te amar de todas as formas
Sem trejeitos...
Quero mostrar o amor que tenho no peito.
Ah! Amor. Venha pra mim...
E dês um jeito do meu corpo tatear
Venha minha pele incendiar
Eu sinto por ti o verdadeiro amor
Vem pra mim
E provoca-me furor.
Ah! Amor. Venha pra mim...
Eu te quero assim...
Com desejo incontido
Vem fazer amor comigo
Ama-me com todo calor...

Tancredo O Poeta Natan

No Azul do teu Olhar


Mergulhada no azul do teu olhar,
odeada pelo azul da imensidão
O jardim perfume azul a exalar,
Eu submeto ao azul meu coração.
Sinto o teu hálito azul na minha face
Quero o teu beijo azul na minha boca.
O brilho da lua é azul nesta hora
E é um torvelinho de azul a aurora.
Este instante azul não foge fugace,
Preservo-o no azul da minha mente oca.



Mardilê Friedrich Fabre