sábado, 6 de junho de 2009

Amor


O amor bateu à minha porta...
Não abri, não desejava mais amar!
Ele, do outro lado,
me disse que não adiantava...
Viria de outra forma:
Na brisa do vento da primavera,
Num sorriso de uma mulher especial,
Talvez num beijo sem malícia
Mesmo que envolto num perfume especial...
Mas viria e,
sem pressa, se instalaria no meu peito!
Despediu-se com um até logo e se foi...
Mas eu já não era mais o mesmo!
O amor, este bandido,
já tinha deixado suas marcas em mim...
Sabia que mais cedo ou mais tarde
meu sossego chegaria ao fim...
E chegou! Mais cedo que pensei!
Foi você, menina bandida!
Chegou de mansinho,
assim como quem nada quer,
Não perguntou se podia ficar,
Não pediu licença
e se instalou no meu coração...
Bandida! Roubou-me o sossego,
Bagunçou minha vida,
Me deixou assim, sem eira, nem beira...
Estou feliz com você ao meu lado
Mas sinto medo de perdê-la...
Não queria amá-la tanto assim,
Não queria ser tão dependente deste amor...
Não queria!

Eduardo Baqueiro


VIDA


Caminho, passo a passo, na procura
da trilha onde estarei sempre sozinho,
A terra em que ando é negra, sempre dura,
cada arbusto, secando, é puro espinho.

A linha do horizonte é tão escura,
nuvens morrem no céu, em desalinho.
A água do veio serpenteia, impura
-nem sei porque escolhi este caminho.

Talvez as incertezas desta trilha
terminem num lugar inesperado,
nem valha a caminhada tão sofrida.

E então percebo que longínqua brilha,
uma luz estelar, como um recado
de que é preciso dar valor a vida.

Théo Drummond

sexta-feira, 5 de junho de 2009

BRILHO NOS OLHOS


Não marque um dia pra amar...
Plante um eterno luar,
Dentro do seu coração.
Porque vida sem amor,
É como um jardim sem flor...
É morar com a solidão.

Faça como a areia e o mar...
Que estão sempre a se esfregar...
Lá na arrebentação.
Ponha brilho no olhar!
E se sorrir e chorar,
Faz parte da emoção.

Ame do acordar, ao seu adormecer...
E até se sonhar... Mas primeiro ame você!
Se não, ninguém vai te querer.

Airton Albuquerque Alque

PROCURA DE AMOR


Como antes na procura de um amor
Voei tal uma abelha
A procura do mel numa flor...
Voei por tantos caminhos
Sem a mínima esperança
Sem carinhos
Chorando, feito uma criança...

E como abelha eu voei
Procurando amor e essa procura
É pra quem busca e no amor crer...
Eu que sempre procurei
Em algum lugar do mundo encontrei
Alguém como você...
Alguém que me doasse amor verdadeiro
E desse amor profundo
Eu não poderia nunca esquecer.

E assim foi que encontrei você menina
Criatura tão carinhosa...
Tão cheias maneiras e dengos
Tão charmosa...
Tão divina...
Que tão apaixonado eu fiquei.

Tancredo A P Filho

Klepht - Por uma Noite

quinta-feira, 4 de junho de 2009

TEUS DOCES BEIJINHOS


Teus beijinhos recebendo,
como o vento vem trazendo,
só me trazem felicidade,
e uma pontinha de saudade...
Teus deliciosos beijinhos,
eu os recebo com muito carinho,
e os retribuo um a um, com jeitinho,
percorrendo teu lindo corpinho,
bem devagarinho...
Teus doces beijinhos
sempre serão carinhos
que chegam trazendo
o doce sentimento, a emoção
que abriga teu lindo coração

Marcial Salaverry

VINHO DO DISSABOR


O vinho servido na taça
tem o gosto do dissabor
Teus lábios eu já não tenho
nem mais sinto o teu sabor
O meu corpo por ti esquenta
me maltrata esta dor
Tuas mãos eu lembro ainda
em meu corpo a passear
pedacinho a pedacinho
todo ele a mapear
Tua voz aveludada
seduzia de mansinho
declaravas o teu amor
em meu ouvido bem baixinho
Teus olhos brilhavam tanto
nos momentos de carinho
e me fazias encantar
com teu amor a me declarar
Hoje são só lembranças
com as quais vivo a sonhar
Não aceito o fim deste amor
e por ele vou lutar...

Claudete Silveira

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O AMOR SEMPRE LEMBRADO


Nunca me esqueça, por favor...
Pois durante muito tempo
Eu vou viver e sempre lembrando
Desse grande amor.
Lembraremos sempre dos detalhes
Que esse amor foi pra nós dois.
Eu sei e tenho a máxima certeza
De que vai lembrar...
Ainda que um outro venha falar
Que a ama, você lembrará de mim...
Porque este amor não tem fim...
E eu não deixar esse amor morrer
Por isso vez ou outra de mim lembrará
Aí eu digo que durante minha vida
Não adianta tentar me esquecer
Por longo tempo na sua vida
Eu irei viver.

Tancredo A P Filho

O ENCONTRO DO AMOR


Pouco importa o lugar,
Não importa dia e hora.
Esse dia chegará
Em que os olhares se tocarão
E num infinitesimal instante
Duas almas se verão...
E passarão a ser amantes
Completamente inebriados
Pelo reconhecimento súbito
Dum amor antigo...
E, no reconhecimento desse amor,
seus corações se reconhecerão
Na inebriante experiência do amor,
Se tocando como o vento,
Superando as incertezas do mundo...

Tancredo A P Filho

terça-feira, 2 de junho de 2009

TEU CORPO SENSUAL


Quero teu corpo explorar,
em toques suaves...delicados,
toda você massagear,
por todos os lados...
Despertar tua sensualidade,
levar-te à felicidade...
Essa massagem traz calor...
Para o corpo é vida,
nos desperta para o amor,
doce sensação sentida.
Sentindo todo carinho,
nesta doce massagem,
vamos embalando devagarinho
no amor... doce viagem...
bocas unidas... num beijo de amor...
Corpos colados, procurando
sentir aquele calor,
que se sente quando estamos amando...
O amor quando é de verdade,
quando é sentido, real
só dá ao coração felicidade,
só nos faz bem e nenhum mal...
Depois do desejo realizado,
nossos corpos satisfeitos,
nosso amor amado,
nosso amor perfeito...

Marcial Salaverry.

DAMA DE PRETO COMO A NOITE


Lá vinha a dama chegando
Pela estrada, veio caminhando...
Ventava...Os carros quase levantavam seu vestido
Negro como a noite
Que lá se ia...
O seu companheiro galante à esperava
Com o carro parado
Quase à beira da estrada

Em preto vestida dos pés à cabeça, ela estava:
Vestido, sandálias de salto, cinto...
Apenas a bolsa não tinha tom retinto...
E o galante cavalheiro abriu a porta do carro
Quando viu a dama chegar
Abraçou-a como se a muito tempo não a vira
E entraram no carro também escuro
Entre doces beijos, tudo ficou colorido
A dama, mesmo de negro vestida
Tinha o semblante vermelho
Te satisfação e prazer
Que os beijos do galante cavalheiro
A fazia tremer...
Num sugar de línguas delirantes
A dama se extasiava, via-se em seu semblante...
E ele também se deliciava
Nessa linda noite com a dama
Para fazer amor, mesmo sem cama...
Ali, o banco traseiro do carro, foi o ninho de amor
Com suave música, ao fundo, tocando...
Combinando com aquele momento romântico
De línguas se entrelaçando
Beijos, mordidinhas, sugadas...
E corpos em doce cavalgada
Amaram-se pela primeira vez
Mas parecia que sempre se amaram assim
Tal foi a empatia
Dos amantes em sintonia...
Suores vieram
A roupa da dama, levantada
Toda molhada...
O galante homem, pingava de suor
Mas valia o custo de tanto calor...
A dama saciou-se por duas vezes
E apaixonda ficou
Pelo doce e galante cavalheiro
Que estava à sua frente...
Olharam-se com carinho, abraçaram-se com afeição
Mais beijos, selaram essa paixão...
A dama de negro foi levada para casa
Pelo galante homem
Não sem antes, mais beijos trocarem
E com a promessa de novo reencontro
Para os novos apaixonados, se amarem...

Fátima Abreu

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Tenho amor, sem ter amores.


Este mal que não tem cura,
Este bem que me arrebata,
Este rigor que me mata,
Esta entendida loucura
É mal e é bem que me apura;
Se equivocando os rigores
Da fortuna aos desfavores,
É remédio em caso tal
Dar por resposta ao meu mal:
Tenho amor, sem ter amores.

É fogo, é incêndio, é raio,
Este, que em penosa calma,
Sendo do meu peito alma,
De minha vida é desmaio:
E pois em moral ensaio
Da dor padeço os rigores,
Pergunta em tristes clamores
A causa minha aflição,
Respondeu o coração:
Tenho amor, sem ter amores.

(Poema de Soror Madalena da Glória)

Meu amor


Em outro corpo vai meu amor por esta rua,
sinto seus passos embaixo da chuva,
caminhando, sonhando, como em mim já faz tempo...
Há ecos de minha voz em seus sussurros
posso reconhecê-los.
Tem agora uma idade que era a minha,
uma lâmpada que se acende ao nos encontrarmos.
Meu amor que se embeleza com o mar das horas,
meu amor no terraço de um café
com um hibisco branco entre as mãos,
vestida à antiga do novo milênio.
Meu amor que seguirá quando me for,
com outro riso e outros olhos,
como uma chama que deu um salto entre duas velas
e ficou iluminando o azul da Terra.


Eugenio Montejo

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Sonho Lindo - Paulo Ricardo